sexta-feira, 13 de maio de 2011

Robert Dahl – Poliarquia (Breve resenha focando as formas de transição).

Dentre os casos analisados por Dahl, que, no caso, são os principais meios observáveis para atingir a poliarquia ou quase poliarquia, fica explícito –-pelo próprio autor - que a forma de transição mais eficiente, no que se trata de instauração da poliarquia, é a que ocorre da Hegemonia Fechada para a Oligarquia Competitiva, para só então atingir a poliarquia, nessa ordem.

Esse meio de transição, como já supracitado, é o mais eficiente pois permite um processo com menos divergências, diferente dos dois outros analisados. Isso ocorre porque, tanto na Hegemonia Fechada como na Oligarquia Competitiva, apenas uma pequena elite ou grupo de elites, definem os rumos a serem traçados, num contexto de perspectivas e ambições semelhantes.
 
O segundo caminho, que segue um rumo inverso (Hegemonia Fechada para Hegemonia Inclusiva e então Poliarquia), transcorre de maneira muito mais turbulenta, por permitir uma gama muito maior de contestações e oposições; nesse caso, a instauração da poliarquia se mostra mais complexa.
 
A terceira forma é a que se mostra menos eficiente, por ocorrer abruptamente e não permitir à própria população/sociedade adaptar-se de maneira gradativa ao novo sistema. Na história encontram-se pouquíssimos casos de eficiência. Alemanha e Japão são exemplos, contudo, num contexto inteiramente singular, que foi o da derrota na Segunda Guerra Mundial e posterior submissão militar e econômica.
 
A atual Revolução dos Jasmins (Crise Árabe) poderá ser um exemplo histórico de instauração da poliarquia pela forma abrupta, com revoltas populares.
 
Entende-se, portanto, que a maneira mais eficiente é aquela apontada por Dahl. No entanto, trata-se de uma observação histórica e profunda análise dos contextos em que essas transições ocorreram. Essa noção, no futuro, pode ser diferente, mas seria especulação continuar a partir desse ponto.

O que se observa no curto período histórico que possuímos para analisar é que a primeira via é a mais eficiente.





Bibliografia: Robert A. Dahl - Poliarquia. Participação e Oposição
Imagens retiradas do artigo de Robert A. Dahl, citado acima.

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