sexta-feira, 3 de junho de 2011

Lévi-Strauss - Cultura e Progresso

Para Claude Lévi-Strauss o progresso se dá quando uma cultura entra em contato com outra (ou outras) culturas, pois as trocas culturais que se sucederiam serviriam como mecanismo de propulsão para o progresso.

Ele acreditava também que o progresso não é algo que ocorra ou precise ocorrer em uma mesma direção. Portanto, seria um ato de grande etnocentrismo querer ditar o que é “evolução” e o que não é. O que é progresso e o que não é.

"todo progresso cultural é função de uma coligação entre as culturas" (LÉVI-STRAUSS, 1976, Raça e História).
 
De acordo com ele o etnocentrismo faz com que grupos sociais distintos se repudiem e se afastem um dos outros; esse distanciamento entre as culturas é negativo, pois como já foi supracitado, para que o progresso cultural ocorra faz-se necessário a coligação entre culturas.
 
"nenhuma cultura está só; ela é sempre dada em coligação com outras culturas" (LÉVI-STRAUSS, 1976, Raça e História).
 
Com esse mesmo discurso, Lévi-Strauss automaticamente atingia o Evolucionismo Social. Não acreditava na homogeneidade cultural e isso por si só já representava uma crítica contra essa tradição cultural que perdurou durante muitas décadas do século XX.

Para ele,o evolucionismo social desconsidera as singularidades de cada cultura e comete um equívoco ao tentar classificar em ordem hierárquica qual é moderna e civilizada e qual é atrasada e primitiva.

Diz que delimitar um ponto inicial para o início da “evolução” não explica as diversidades das sociedades, pois, de acordo com ele, com a “evolução”, no decorrer do tempo, todas as sociedades se tornariam iguais, desaparecendo todas as suas peculiaridades, e nada indica que qualquer coisa parecida irá ocorrer.



Bibliografia:

Lévi Strauss: Natureza e Cultura
Lévi-Strauss: Raça e História

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