quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Guest Post: Liberdade, nome feminino – final


[Essa é a parte final da série “Liberdade, nome feminino”, escrito pela Mari, dona do blog Devaneios e Desvarios.  Leia também a Pt.1 e a Pt.2.]
Liberdade é um conceito muito subjetivo, como já vimos nos outros artigos da série. Alguém pode ser livre, se sentir livre, mesmo entre várias circunstâncias cerceadoras.
“Inventar a liberdade”, como cantava Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii), não é algo a ser feito “na falta do que fazer”. Pelo contrário, em meio a tantas obrigações impostas até por nós mesmos, a liberdade é conceito a ser reinventado, elaborado, revisto.
Como viver plenamente a liberdade? É preciso responder a esta pergunta, tendo outra em mente: qual o seu conceito de liberdade?
Algumas obrigações a que nos submetemos, por mais irônico que pareça, no proporcionam liberdade. Como cantava Renato Russo (Legião Urbana), “disciplina é liberdade”.
Por exemplo, estudar com disciplina, em vez de sair e se divertir, apesar de no momento ser visto como um fardo, dá liberdade de futuramente escolher melhor uma carreira.
A blogueira Isabel postou no blog ALL uma reflexão que acredito ser oportuna para fechar esta série de posts:
“Liberdade para mim é uma coisa que vem de dentro..
Como você ser você mesmo' 
Temos a liberdade de escolher, quando sabemos o que escolher. É necessário então, conhecimento, para podermos dizer que temos plena liberdade de escolha. 
É nesse sentido que muitas vezes ouvimos a frase "o conhecimento liberta". 
Até mesmo na Bíblia: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". 
Seremos e poderemos nos considerar livres quando pudermos exercer nossas escolhas com conhecimento, reflexão e análise. E para isso é preciso a disciplina, já mencionada anteriormente. Sem isso, podemos nos considerar joguetes, vivendo uma falsa sensação de liberdade. O que seria uma ironia, já que essa palavra - liberdade - pontua nossa história desde tempos remotos.
Passo a bola para você, leitor: Quando você se sente livre? Verdadeiramente livre?

10 comentários:

  1. Mari, muito obrigado por essa série de guest posts! Eles ficaram ótimos! =)

    Bom, acho que me sinto livre quando estou tranquilo comigo mesmo, sem dívidas, preocupações ou pressões e fazendo o que eu gosto.

    ResponderExcluir
  2. Disponha... quem sabe fazemos uma parceria em algum escrito futuro?

    ResponderExcluir
  3. Olá, Mari!
    Ser livre é viver sem ter que dar satisfação para a sociedade do que vc faz, desde que esteja dentro da norma que já é uma prisão.
    Ser livre é ser vc!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Jaqueline!
      Você resumiu três postagens em um comentário.. gostei da sua definição.

      Excluir
  4. OLá Fernando, sou a Maria Lucia e venho lá do Blog da Mari,do blog Devaneios e Desvarios.

    Muito boa a reflexão que o texto nos sugere, e acertado,quando diz que a Liberdade é um conceito muito subjetivo.
    Se perguntarmos a um leigo ele nos dirá que Liberdade é o direito de se fazer tudo quanto quer...Se buscarmos no dicionário, ele nos dirá que é "a faculdade de praticar o que não é proibido por lei e consiste em se fazer tudo quanto queira dentro dos limites do direito...E, aí, a gente se poergunta: e o que quer dizer "limites do direito"?
    Entre outras coisas , Liberdade consiste na disposição natural do homem de fazer o que se queira dentro do permitido, desde que não infrinja o direito do outro. Então, dentro desses raciocínios, a nossa liberdade é relativa, porque deverá sempre ser conciliada com a liberdade do outro. Mas estaremos sempre livres para escolher qual atitude adotar em quaisquer situação que nos cerca, respondendo de forma diferente diante de situações vividas com liberdade de expressão.
    Muitos buscam a liberdade externa, e muitas vezes são escravos de condicionamentos, conceitos e idéias aprisionantes.
    Confesso que da minha parte estou em luta para aplicar as idéias expostas, em meu mundo íntimo. Por que teoria é uma coisa , a prática é bem outra! rsss

    Mas, adorei vir aqui filosofar com você!

    Dias felizes e livres pra todos nós!

    Bjos da LU...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi! Muito bom o seu comentário! Concordo totalmente. A noção de liberdade é relativa e temos sempre que considerar vários aspectos para definir o que é ser livre. Vai também ponto de vista de cada um. Da perspectiva de algumas pessoas esse mundo pode ser encarado como opressor e cerceador das liberdades, o que não deixa de ser verdade, dependendo do lugar onde você vive, do seu sexo, orientação sexual, profissão etc. etc.

      Beijos

      Excluir
  5. Para mim, "liberdade" sempre foi "o direito de fazer o que é certo,sem dar prejuízos".
    Um filósofo (não sei quem foi) disse algo bonito,que jamais esqueci,

    _não existem "forças" estranhas no impedindo a vida nem aos movimentos.
    Logo,concluímos que "somos livres".
    Bonito o pensamento,mas ingênuo.
    Sem saúde,não fazemos nada,ou não fazemos nada certo.
    E muitas vezes,não temos o conhecimento de que estamos frágeis.
    As contigências da natureza,e a impossibilidade do autoconhecimento eficiente,desde uma fase precoce,nos impõe forças "estranhas e assustadoras",que ficam parecendo coincidências sobrenaturais a nos limitar.

    Um dia,descobertos esses motivos,conseguimos agir mais naturalmente.
    Mas,nem a boa intenção de fazer "o que é certo,bom e justo,para nós e para todos" nos confere automaticamente,o conhecimento que precisamos ter sobre como "no mantermos" livres de uma forma impecável.
    Ainda bem que as coisas atualmente,não são mais como na época da minha adolescência.
    Todos os "limites humanos" são conhecidos,e bastante falados.
    O autoconhecimento está mais disponível a quem se interessa em tê-lo.

    Feliz ano novo a vocês!

    ResponderExcluir
  6. Feliz 2013!

    “É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade.” [Francis Bacon]

    PASSEANDO


    ResponderExcluir